domingo, 14 de julho de 2013

A FINALIDADE DO LABORATÓRIO CLÍNICO NA MEDICINA MODERNA - O BIOMÉDICO COMO COMPETENTE PROTAGONISTA

O fornecimento de subsídios clínicos ao médico, objetivando a confirmação ou rejeição de determinado diagnóstico; o fornecimento de diretriz que permita uma conduta com finalidade de monitorização do paciente; a facilidade e oportunidade por meio de resultados de se estabelecer um prognóstico; por meio de triagem ou, caso a caso, detectar a doença e monitorar a eficácia/consequência da terapêutica aplicada, são as principais finalidades do Laboratório Clínico, por meio da atuação do Biomédico. Para que tudo isto seja pleno na prática médica, é exigida, como pré-requisito, a excelência do serviço diagnóstico. Falar sobre a excelência se faz importante dado o fato de que, ao considerarmos que antes da aprovação do Decreto de Melhoria dos Laboratórios Clínicos de 1988 (CLIA-88), os serviços não eram regulados. Assim, após as investigações de jornalistas da imprensa americana, veio à tona a desagradável notícia de que os esfregaços de material biológico para Papanicolaou não eram satisfatórios, segundo publicado por BOGDANICH 1987A, 1987B apud HENRY 2006, devido ao fato de que os laboratórios eram vinculados aos consultórios médicos. Subentende-se que os próprios clínicos, coletavam e analisavam, concentrando os custos da consulta e do exame no mesmo ponto. Estes fatos foram apenas o início do oculto tipo de prática médica centralizadora. Havia ainda outros estudos que apontaram a completa falta de proficiência dos profissionais comparada aos laboratórios credenciados e independentes de consultórios médicos ou de serviços, segundo relatou LUNZ (1987); CRAWLEY (1986) e BLOCH (1988). A proficiência em Patologia Clínica não é tão simples assim, somente com um diploma médico. Há sim, os especialistas, com residência, contudo, estes, em sua maioria, optam por realizarem a Patologia Cirurgica (Anatomia Patológica), se desinteressando pelos serviços diagnósticos diversificados. Contudo, há a formação Biomédica, que desde o início do curso é voltada à pratica da Patologia Clínica. Exige-se um amplo espectro do conhecimento nas disciplinas comuns na área médica, como Fisiologia, Patologia, Genética, Bioquímica, Imunologia, Microbiologia, Anatomia, Farmacologia, Hematologia, bem como, ampliar dentro destas áreas, todos os sistemas orgânicos. Além disso, o conhecimento de técnicas laboratoriais, biotecnologia, engenharia biomédica e imagenologia são hoje, pré-requisitos básicos para uma atuação plena na dispensação de laudos técnicos em diagnóstico biomédico. Em outras palavras, o profissional Biomédico tem uma formação que atinge todos os níveis pré-requisitos que o deixam apto à ter plena autonomia na condução, chefia, supervisão e direção do serviço de diagnóstico laboratorial previsto no exercício legal da profissão biomédica. Outro fator interessante é que, sendo o Biomédico pleno em autonomia clínico laboratorial, o serviço independe (teoricamente, dentro dos princípios éticos) de conchavos com clínicas médicas associadas. O que não permite que haja desqualificação do serviços diagnósticos, como os citados antes do CLIA-88. E, além de tudo o que já foi dito, o conhecimento de química clínica (Bioquímica Clínica, bem como de Fisico-química Clínica) não abrangem a satisfação plena da formação médica, até pela razão de que isto não seja utilizado na prática clínica, cabendo apenas aos profissionais da área de diagnóstico clínico laboratorial. Assim, a médico recebe com segurança, sem sobrecarga e com profissionais altamente capacitados, as informações que o levarão a prosseguir com a conduta médica para com o paciente, claro, dentro dos limites de cada área, afinal, TODAS são limitadas.