quinta-feira, 20 de maio de 2010

A LÓGICA EM SILOGISMO ENTRE CIÊNCIA E RELIGIÃO - CRENÇA E VERDADE - TEORIA E FÉ

"Os que ensinam a teoria da evolução de Darwin são grandes vigaristas. Usam estas falácias não factíveis para ludibriar e tornam em sofisma uma grande mentira deste século" Dermeval Reis Junior


" A ciência sem Deus é cega..." Albert Einstein

É notório que a ciência domine a cabeça dos seus propulsores, os cientistas. É notório e muito natural  também que toda a ciência seja levada muito a sério, afinal, por seu intermédio, muitas coisas vêm à luz. Não que não existam antes de vir à luz inteligivelmente, mas que, foram realmente experimentadas, observadas, descritas. Assim, numa definição muito sucinta, se tem clarificado o conhecimento de todas as coisas que até hoje se manifestam à nossa volta. Surgiu a ciência que estuda A (A-logia), a ciência que estuda B (B-logia) e assim sucessivamente...Foram se fragmentando, se fragmentando, até que hoje, o mundo dispõe de um campo científico de vasta magnitude, quase indescritível. Naturalmente, os cientistas, em sua, quase totalidade, manifestam-se absolutamente entregues à ciência, de corpo e mente. Não citei corpo e alma. Claro, para a ciência, alma não é um substantivo muito bem apreciado e quando o é, apenas é ignorado. A razão disto está contida no fato de serem os cientistas, adeptos de linhas de pensamento solidificadas pela própria história da ciência e de seus feitos ao longo da existência. Assim, acreditam que tudo pode ser verificado na ótica científica. Para eles, a ciência se torna um mundo, separado, totalmente intocável, protegido por uma estrutura de informações  inabalável - os fatos - que acabam por confirmarem uma determinada hipótese, ou, por anularem esta hipótese. De fato, este mundo, além de intocável, é também influenciador em todos os aspectos da vida de todas as pessoas, direta ou indiretamente, em qualquer área de uma sociedade. Parece que Platão (428-348 a.C.), foi um dos grandes pensadores que influenciou a ciência e suas diretrizes filosóficas. Filósofo, acabou por fundar uma espécie de "doutrina" que destrincha a filosofia nos achados entre crença e verdade - a Epistemologia. Na verdade, é o berço da ciência, onde estão contidos os pré-requisitos básicos que a sustentam. Platão acabou por confrontar a crença com o conhecimento propriamente dito e que como resultado, foi determinado como verdade. Sendo assim, de todo confronto entre estas duas formas de pensamento, a que prevalecer é tida como crença verdadeira, ou comprovada, isto é, verdade, portanto, aceita cientificamente. Interessante! Daí a razão também, da quase totalidade dos cientistas não se importarem com a existência de Deus. Afinal, se aplicado o processo proposto por Platão, fica claro que a crença não será manifestada na forma de um resultado verdadeiro. No entanto, quando a crença não se manifesta na forma de um resultado verdadeiro, não é tida como verdadeira e por esta razão torna-se ignorada por completo dentro da ciência. Em contrapartida, a crença não manifestada cientificamente é praticada na forma de milhares de doutrinas e seitas religiosas e que mesmo não sendo explicitada sob argumento científico é o motivo que move muitos adeptos a praticarem, cada um à sua maneira dentro de sua crença. Os resultados disto são descritos informalmente e mesmo que se queira, dentro do contexto científico, não se consegue comprovar a veracidade da crença quando suas manifestações não podem ser submetidas à experimentação. Mesmo quando analisam-se os manuais que regem cada uma, na mais minuciosa observação e criação hipotética nos pontos de cada uma, fica realmente, impossível. Por outro lado, os cientistas acabam por ignorar a crença e no caso de permanecerem sob suspeita com possibilidades de invetigação científica denominam-na como hipótese, até que seja comprovada. Afirmam simploriamente que crença é algo que se opta por seguir ou não. A ciência, afirmam os cientistas, não é uma escolha, é uma determinante do que é ou não é. Desta forma, ao longo do tempo, gerou-se um confronto, aparentemente infinito, entre a religião (crença) e a ciência, que,  agora tem sido gradativamente abandonado. Dizem que ciência, por ser algo que determina, não pode ser comparada com algo que é optativo (crença, fé). Desta forma, a ciência introduz nas milhares de pessoas que "optam" por seguirem seus preceitos epistemológicos e metodológicos, deixando completamente no abandono, claro, por "opção" a crença, já que é uma escolha "optativa". Se tornam tão fundamentalistas neste aspecto ao ponto de demonstrarem nunca terem conhecido a palavra crença e seu significado e quando a reconhecem, soa como uma palavra de ofensa à índole pessoal do profissional cientista. Sim, porque o cientista se autodetermina nesta qualidade em todos os setores de sua vida, até mesmo no setor afetivo, sempre olha algo como uma equação a ser resolvida. Quanto à religião, ou o que a epistemologia denomina de crença, dentre todas as milhares no mundo, a mais debatida é a cristã, que possui várias vertentes doutrinárias. Dentre elas, existe uma vertente, alvo de muitas críticas em todo o mundo, mas que verdadeiramente, por opção e por convicção acaba por sempre refutar, resistir e combater a ciência, também de forma racional, mas com um conhecimento descrito e embasado no seu manual - a Bíblia Sagrada - tido como sobrenatural. É o ramo protestante do cristianismo que segue a linha luterana, onde a correta interpretação da Bíblia leva seus adeptos a experimentarem o sobrenatural que Deus, o criador, com todo seu poder pode manifestar aos seus filhos. De fato, jamais haverá uma forma de comprovar cientificamente o que já se tentou pesquisar, mas não foi cientificamente descrito e por isto não é verdade, é crença. A ciência, como setor determinante da verdade extraída da crença (hipótese) só consegue comprovar fenomenos desconhecidos porque são naturais, isto é, existem e são passíveis de serem observados e compreendidos. Os fenômenos sobrenaturais, jamais ofereceram oportunidade de serem comprovados por um método natural (ciência). É uma prerrogativa que não está dentro da regalia de que a ciência possa desfrutar. Daí, então, ajuíza-se porquê ciêntistas vivem ignorando a existência de Deus, se é que o chamam assim. Desenvolvem projetos bilhonários na tentativa de reproduzirem o que acreditam ter ocorrido há aproximadamente 13 bilhões de anos ou então, elaboram teorias que, mesmo que sem comprovação, são encantadoras aceitas no meio científico como verdade. O interessante disto é que, sob a ótica epistemológica, a crença, para ser aceita, deve ser verdadeira e só se descobre isto mediante a submissão ao processo de comprovação. No caso das teorias, a "opção" acaba por ser adotada (escolha) devido ser um processo incomprovado, mas "plausível", então, de forma ilusória, alimenta-se isto como "verdade" e atribui-se um considerável grau de "crença" de que esta teoria possa, provavelmente ser verídica. Minha conclusão: Se "fé" ou "crença" existem por opção, na forma de um silogismo, então passo a admitir que "teoria" é "fé" e se foi "adotada" como oficialmente verdadeira (pseudo verdadeira até sua comprovação) então é uma "escolha" o que reforça mais ainda, na forma do mesmo silogismo, de que "teoria é fé". Assim sendo, dentre as várias teorias existentes, sejam elas para comprovar o tamanho e/ou  expanção do universo, bem como seu início, ou se a vida originou de um único ancestral comum a partir de uma ribonucleoproteína e se evoluiu até seres muito complexos, acaba sendo uma questão de "fé".