sábado, 24 de outubro de 2009

FEOCROMOCITOMA. VOCÊ JÁ OUVIU FALAR?

Caracterizada como neoplasia de células chamadas cromafins que se situam na região medular da glândula supra renal ou até mesmo de regiões extra medulares nesta mesma glândula. Como é característico de um tumor, a célula tumoral exacerba suas atividades devido sua hiperfuncionabilidade. Nas células cromafins são produzidas substâncias indispensáveis ao nosso organismo. São as catecolaminas ou, adrenalina e noradrenalina, respectivamente, também chamadas de epinefrina e norepinefrina. Muito provavelmente, de cunho genético, esta patologia provoca aumento das concentrações de catecolaminas, principalmente a norepinefrina. Suas ações em tecidos alvo são de repercussão de indispensável atenção. No coração aumenta a frequência cardíaca e aumento do inotropismo miocárdico como efeito fisiológico e como manifestação fisiopatológica há presença de taquicardia e taquiarritmia. Clinicamente aparecem palpitação e angina de peito. Nos vasos sanguíneos estão presentes acentuadas constrição arteriolar e  venoconstrição o que provocam hipertensão arterial e diminuição da volemia, respectivamente. Nestas circunstâncias a cefaléia pode ocorrer além de insuficiência cardíaca congestiva e angina de peito quando as manifestações se pronunciam na área arterial. Já no território venoso o reflexo das manifestações abrangem tontura, hipotensão ortostática e colapso circulatório. Pode haver compromento intestinal culminando com  prisão de ventre. Outra resposta importante e que merece atenção é o pâncreas, que tem em refletidao a supressão da liberação de insulina, provocando intolerância à glicose,  hiperglicemia e glicosúria. Pode haver perda de peso, sudorese e de forma geral, aumento do metabolismo basal com produção de calor. Seu diagnóstico  é confirmado pela demonstração dos níveis aumentados de catecolaminas e também fazendo o monitoramento imaginológico com ressonância intranuclear magnética para localização do tumor. O tratamento pode ser feito com drogas que inibem a síntese e liberação de catecolaminas, antihipertensivos e a ressecção cirúrgica do tumor.